Monday, September 18, 2006

Ode á Luz que Emana de Nós.

Pelas ruas que eu passei, você não estava.
Um paradigma constante.
A solidão que corroe, mata.
A liberdade que prende o pássaro á gaiola aberta.

Rostos desconhecidos, e eu te procurava.
Teu doce aroma de novidade, teu toque inédito.
"Sem mais delongas, me beije". disse a mulher.
"Sim". Disse o apaixonado.

Hoje nós vamos rir. E sorrir.
Hoje o choro será compartilhado, em um abraço forçado.
Não tema meus braços machucando teu dorso.
De tanto segurar, um dia os pés irão criar raízes.

E na fuga momentânea da rotina, ainda assim, eu vou te encontrar.
Pois não há razão para escoderijos.
Meu grito é de alívio. Minha lágrima é de sossego.
Não, hoje você não vai.

Lembra do tempo que não éramos nós?
Que existia o tempo, o espaço e o vazio?
Tudo ainda contém sua forma.
Estático, ele vê o tempo passar, e inveja nossas mãos unidas.

O tempo corre.
A vida segue.
A música toca.
A dor sobrevive.

Mas no porão, longe da luz, longe dos outros.
Perto de nós.

1 comment:

Anonymous said...

Como é complexo o que tu escreve né hehehe... mas eu gosto de tentar decifrar! Parabens mais uma vez mocinha!